Tony paciente Felino apresenta quadro de vômitos e icterícia evidenciada (explicação das possíveis causa e conduta a seguir )

 Tony paciente Felino apresenta quadro de  vômitos e icterícia evidenciada

Relato clínico:

Paciente Tony, 4 anos, evoluindo com quadro de inapetência desde há 3 dias, apresentando episódios de vômitos e icterícia evidenciada. Refere que não tem ingerido alimentos nesse período

Como ator interpretando um veterinário, eu começaria a cena com um olhar atento e preocupado ao receber o gato de 4 anos. A descrição dos sintomas – não comer há 3 dias, vômitos e icterícia – já é um indicativo de que o quadro do animal é sério e precisa de atenção imediata. Aqui está como eu reagiria como veterinário na cena:


Suspeitas iniciais:

  1. Doenças hepáticas: A icterícia (coloração amarelada das mucosas e pele) sugere que pode haver uma disfunção no fígado, como uma hepatopatia (doença do fígado), que pode estar associada a toxinas, doenças infecciosas ou até mesmo um problema crônico como a lipidose hepática felina (doença hepática gordurosa).

  2. Pancreatite: A pancreatite em gatos pode causar vômitos, anorexia (falta de apetite) e icterícia. Pode também levar a complicações graves no sistema gastrointestinal.

  3. Infecções bacterianas ou virais: Algumas infecções podem desencadear esses sintomas, especialmente se o sistema imunológico do animal estiver comprometido. A hepatite infecciosa, por exemplo, pode causar icterícia. 

  4. Toxinas: Exposição a substâncias tóxicas pode causar sinais como vômitos e icterícia, e isso exigiria uma investigação rápida.

  5. Doença renal: Embora a icterícia seja mais comum em problemas hepáticos, problemas renais também podem causar sintomas semelhantes em algumas situações.


Exames a serem solicitados:

  1. Exame físico completo: A primeira coisa seria observar sinais como desidratação, temperatura corporal, estado geral do animal e palpação abdominal para verificar se há dor abdominal ou sinais de aumento hepático ou esplênico.

  2. Exames laboratoriais:

    • Hemograma completo: Para verificar sinais de anemia, leucocitose (indicação de infecção) ou alterações que indiquem inflamação.
    • Bioquímica sérica: Avaliar os níveis de enzimas hepáticas (ALT, AST), bilirrubina, proteínas totais e albumina, o que pode fornecer um panorama sobre a função hepática e renal.
    • Teste de função renal (ureia, creatinina): Para descartar problemas renais.
    • Perfil lipídico: Para verificar sinais de lipídose hepática, especialmente importante em gatos com anorexia prolongada.
    • Exame de urina: Para detectar sinais de insuficiência renal ou outros distúrbios.
  3. Ultrassonografia abdominal: Para avaliar o fígado, pâncreas e vesícula biliar, podendo ajudar a identificar tumores, obstruções, inflamações ou alterações hepáticas.

  4. Radiografias (Raio-X): Para verificar possíveis obstruções intestinais, massas abdominais ou sinais de doenças pulmonares.

  5. Testes para doenças infecciosas: Como FeLV (Leucemia Felina) e FIV (Imunodeficiência Felina), que podem predispor o animal a doenças hepáticas e outros problemas.

  6. Teste para toxinas: Caso a suspeita seja envenenamento, realizar exames que identifiquem a presença de toxinas específicas, como venenos de plantas ou produtos químicos.


Condutas a seguir:

  1. Hidratação intravenosa: Iniciar a reposição hídrica intravenosa para corrigir a desidratação e apoiar a função renal e hepática, dado que a anorexia prolongada pode levar à desidratação grave.

  2. Antieméticos: Para controlar os vômitos e tentar melhorar o apetite do gato.

  3. Analgésicos: Caso o animal apresente dor, especialmente no abdômen, considerar o uso de analgésicos seguros para gatos, como a buprenorfina.

  4. Dieta especial: Se for diagnosticada lipídose hepática, uma dieta forçada via sonda nasogástrica ou um plano alimentar específico pode ser necessário para garantir que o gato receba os nutrientes necessários sem agravar o quadro hepático.

  5. Antibióticos: Se houver suspeita de infecção bacteriana secundária ou pancreatite bacteriana, iniciar antibióticos de amplo espectro até que o diagnóstico seja mais claro.

  6. Monitoração contínua: O animal precisaria de monitoramento constante para verificar a evolução dos sinais clínicos e ajustar o tratamento conforme os resultados dos exames.


Na cena, eu ficaria focado, demonstrando preocupação e urgência para o bem-estar do animal, já que a situação exige um diagnóstico rápido e eficaz.



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